sábado, 1 de agosto de 2009

Amor não tem prazo de validade e nem de garantia



















"Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure" (do poetinha vinicius de moraes)
Minha chama foi imortal o tempo que durou.Enquanto permaneceu acesa fui infinita.Fui fiel, fui companheira, esposa ,amante ,namorada. Fui tudo o que pude ser.E quando não pude mais, ainda assim te tratei como capitão em um barco que já havia naufragado.Sei que é difícil quando um dos dois deixa de mar e o outro segue amando.Afinal, quem ama merece ser amado(a) na mesma medida.E foi por pensar assim que achei melhor separarmos a tripulação. Sei que discorda de mim.Me perdoe, mas não sei nadar na superfície.Eu sou profunda.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Do Começo















Quem escreve aqui é o meu outro eu existencial, aquele que carece de poesias, de insanidades, de bobeiras escritas a 4, 6, 8 mãos... carece de noite, arrepio, calafrio,carece de sensações intraduzíveis tentando existir em palavras... As primeiras sensações desse blog estão nesse chamamento de Florbela Espanca, grande representante de Portugal no mundo literário, e por quem tenho profundo apreço, Florbela exprime em seus versos a emoção de uma mulher que deseja amar perdidamente.Essa prece dela é minha hoje.

Se tu viesses ver-me hoje a tardinha,
A essa hora dos mágicos cançasos.
Quando a noite de manso se avisinha,
E me perdesse toda nos seus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca...O eco dos teus passos...
O teu riso de fonte...Os teus abraços...
Os teus beijos...A tua mão na minha...

Se tu viesses, quando linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo,
E é de seda vermelha e canta e ri.
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos me serram de desejo,
E os meus braços se estendem para ti.

(Se tu viesses ver-me, Florbela Espanca- charneca em flor)