domingo, 28 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Há mais silêncio nas palavras que escrevo do que no ambiente ao meu redor.Olho para os lados e vejo coisas que compõe a minha vida mas que não fazem parte de mim. Uma mesa que não utilizo há meses, apostilas que talvez eu nunca mais volte a ler, e um ventilador girando insistente de um lado a outro.Há mais mistérios guardados dentro de meus pensamentos do que na dezena de filmes de suspense na minha estante.Saber o que se pensa é uma vitória.Entender é uma dádiva divina.Procuro uma luz, para quem sabe, encontrar um caminho,e me perco em momentos de solidão e descompasso de pensamentos.Hoje lembrei de um texto do Cazuza, que no final do filme homônimo,o ator,observando o pôr-do-sol, declama com uma clareza e uma sensibilidade sem igual." O amor é o ridículo da vida.
Agente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora.
A vida veio e levou com ela.
Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve como as borboletas que só vivem 24 horas.
Morrer não dói."
-Cazuza-
sábado, 1 de agosto de 2009
Amor não tem prazo de validade e nem de garantia

"Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure" (do poetinha vinicius de moraes)
Minha chama foi imortal o tempo que durou.Enquanto permaneceu acesa fui infinita.Fui fiel, fui companheira, esposa ,amante ,namorada. Fui tudo o que pude ser.E quando não pude mais, ainda assim te tratei como capitão em um barco que já havia naufragado.Sei que é difícil quando um dos dois deixa de mar e o outro segue amando.Afinal, quem ama merece ser amado(a) na mesma medida.E foi por pensar assim que achei melhor separarmos a tripulação. Sei que discorda de mim.Me perdoe, mas não sei nadar na superfície.Eu sou profunda.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Do Começo

Quem escreve aqui é o meu outro eu existencial, aquele que carece de poesias, de insanidades, de bobeiras escritas a 4, 6, 8 mãos... carece de noite, arrepio, calafrio,carece de sensações intraduzíveis tentando existir em palavras... As primeiras sensações desse blog estão nesse chamamento de Florbela Espanca, grande representante de Portugal no mundo literário, e por quem tenho profundo apreço, Florbela exprime em seus versos a emoção de uma mulher que deseja amar perdidamente.Essa prece dela é minha hoje.
Se tu viesses ver-me hoje a tardinha,
A essa hora dos mágicos cançasos.
Quando a noite de manso se avisinha,
E me perdesse toda nos seus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca...O eco dos teus passos...
O teu riso de fonte...Os teus abraços...
Os teus beijos...A tua mão na minha...
Se tu viesses, quando linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo,
E é de seda vermelha e canta e ri.
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos me serram de desejo,
E os meus braços se estendem para ti.
(Se tu viesses ver-me, Florbela Espanca- charneca em flor)
Assinar:
Postagens (Atom)


